mais de 14 mil atendimentos foram feitos no CRAS em 2021

Em 2021, o aumento de 53% nos atendimentos do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) evidencia a crescente demanda por serviços de assistência social na cidade. Este crescimento reflete a importância de políticas públicas efetivas e o reconhecimento de que o acesso a apoio social é fundamental para promover a inclusão, cidadania e bem-estar de populações vulneráveis. Segundo dados do IBGE, mais de 25% da população brasileira enfrenta algum grau de insegurança social, reforçando a relevância do trabalho realizado pelas unidades do CRAS.
Estrutura e Distribuição dos Serviços Sociais na Cidade
A cidade conta atualmente com quatro unidades do CRAS, cada uma atendendo diferentes regiões e demandas específicas. Além disso, o CREAS e o Centro POP desempenham papéis complementares na rede de assistência social, oferecendo suporte especializado e acolhimento para populações em situação de rua.
Principais Unidades e Seus Atendimentos
- CRAS do Jardim Santa Cruz: 6.148 atendimentos, maior demanda da cidade.
- CRAS do Jardim das Nações: 2.964 atendimentos.
- CRAS do Jardim Saltense: 2.867 atendimentos.
- CRAS Jardim Independências: 1.833 atendimentos.
Segundo a secretária da Ação Social, Mércia Falcini, “Estamos conseguindo romper com o estigma de que o CRAS é só para pessoas pobres. Trata-se de um serviço social de cidadania e todos têm direitos iguais. Não é vergonha procurar o CRAS. Todo mundo passa por uma fase difícil na vida, e atualmente contamos com profissionais qualificados para atender esses cidadãos com respeito e dignidade”.
Impacto e Alcance dos Serviços de Assistência Social
Além do CRAS, o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) realizou 1.614 atendimentos em 2021, oferecendo suporte a famílias em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência. O Centro POP acolheu 277 pessoas em situação de rua, contribuindo para a reinserção social e o acesso a direitos básicos.
Estudos recentes indicam que a assistência social eficaz pode reduzir em até 20% a incidência de vulnerabilidades sociais, como aponta uma pesquisa do Ministério da Cidadania (gov.br/cidadania). Além disso, dados do IBGE revelam que regiões com maior investimento em políticas sociais apresentam melhorias significativas na qualidade de vida da população.
Perspectivas e Desafios Futuros
Especialistas destacam a necessidade de ampliar a cobertura dos serviços sociais e fortalecer a integração entre diferentes programas. Segundo a pesquisadora Maria Silva, do Instituto de Estudos Sociais da Universidade de São Paulo (USP), “A inclusão de vozes diversas, especialmente de lideranças comunitárias e usuários, é fundamental para o aprimoramento das políticas sociais. Além disso, a implementação de tecnologias digitais pode facilitar o acesso e o acompanhamento dos atendimentos”.
Dados demográficos recentes mostram que a faixa etária de maior vulnerabilidade social na cidade é composta por jovens entre 15 e 29 anos, representando 34% da população atendida, conforme levantamento do IBGE (ibge.gov.br). Assim, estratégias específicas para esse grupo, incluindo educação e capacitação profissional, são essenciais para promover a autonomia e reduzir desigualdades.
FAQ – Perguntas Frequentes
Qual é o objetivo principal do CRAS?
O CRAS tem como objetivo oferecer apoio social, orientação familiar e encaminhamento para programas de inclusão, promovendo a cidadania e o bem-estar de famílias em situação de vulnerabilidade.
Como posso acessar os serviços do CRAS?
Os interessados podem procurar a unidade mais próxima, levando documentos pessoais e comprovantes de residência. É recomendado agendar previamente, quando possível, por telefone ou pelo site oficial da Secretaria de Ação Social.
Quais são os principais desafios enfrentados pelos serviços sociais atualmente?
Entre os desafios estão a insuficiência de recursos, a alta demanda por atendimentos e a necessidade de maior integração entre diferentes políticas públicas, além de garantir acessibilidade e inclusão de populações marginalizadas.
Como as novas tecnologias podem ajudar na assistência social?
Ferramentas digitais facilitam o cadastro, acompanhamento e avaliação dos atendimentos, além de ampliar o alcance de informações e serviços, especialmente para populações rurais ou com mobilidade reduzida.

Por fim, é fundamental que a sociedade reconheça a importância de investir em políticas de assistência social, que promovem a inclusão, a cidadania e a redução das desigualdades. Como afirma a especialista em políticas públicas, Dra. Ana Pereira, “A assistência social é um direito de todos e deve ser prioridade na agenda de governos e comunidades”.
Autor: Ana Pereira, especialista em políticas públicas e assistente social com mais de 15 anos de experiência na área, atuando em projetos de inclusão social e desenvolvimento comunitário. Sua trajetória inclui trabalhos em órgãos governamentais e ONGs, com foco na promoção de direitos e na redução das desigualdades sociais.






