Segunda Edição do Salto Film Festival consolida-se como referência regional e arrecada 170 kg de alimentos

Com apenas duas edições, o Salto Film Festival já é reconhecido pela diversidade de suas obras e pelo papel fundamental na valorização do audiovisual independente no interior paulista
No último sábado, dia 18 de abril, o Salto Film Festival realizou sua aguardada segunda edição, reafirmando sua posição como o principal polo de difusão do cinema e audiovisual na região que abrange Salto, Itu e Indaiatuba. Mesmo sob a ameaça de uma forte tempestade que se formou momentos antes do início, o evento que aconteceu na Sala Palma de Ouro, em Salto, atraiu um público substancial de mais de 200 pessoas, consolidando o sucesso iniciado no ano anterior.
O festival, que em sua estreia já havia recebido mais de 300 espectadores, provou sua resiliência e a força da cena cultural local. Um dos grandes destaques desta edição foi a expressiva contrapartida social: o alcance do evento permitiu a arrecadação de 170 kg de alimentos não perecíveis, destinados à Casa Naim, instituição que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Salto.
Com a proposta de ser um festival democrático e um hub entre o público geral e os produtores independentes, o Salto Film Festival exibiu 15 obras selecionadas de diversos segmentos das cidades de Salto, Itu e Indaiatuba. O festival busca descentralizar a produção cinematográfica, dando voz e visibilidade a talentos que, muitas vezes, não encontram espaço nos circuitos tradicionais.
A iniciativa, idealizada e coordenada pelo cineasta e produtor cultural Matheus Almeida, foca na formação de público e na valorização da arte local, promovendo a produção independente e incentivando novos talentos.
Na edição deste ano, seis categorias foram premiadas, destacando a excelência técnica e criativa dos realizadores regionais:
Melhor Filme: Metamorfose (Yumi Shimizu Tanaka)
Melhor Filme Mobile: Estamos Animados (Felipe Ocanha)
Melhor Roteiro: Sangue de Família (Rhanna Marqui)
Melhor Fotografia: Anicca (Arthur Rodrigues)
Melhor Montagem/Edição: Azul (Arthur Rodrigues)
Melhor Som: Metamorfose (Luiggi Brito)






