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Infarto em mulheres e idosos pode ter sintomas silenciosos e atrasar diagnóstico

 Infarto em mulheres e idosos pode ter sintomas silenciosos e atrasar diagnóstico

Condição mais conhecida pela dor no peito nem sempre se manifesta de forma clássica, o que dificulta o reconhecimento e aumenta riscos

O infarto agudo do miocárdio, uma das principais causas de morte no mundo, ainda enfrenta um desafio crítico no diagnóstico, nem sempre apresenta os sintomas clássicos amplamente conhecidos pela população. Em mulheres, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, os sinais podem ser mais sutis — o que contribui para atrasos no atendimento e aumenta o risco de complicações.

Tradicionalmente, o infarto é associado a uma dor intensa no peito, em forma de aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula ou costas, acompanhada de suor frio, falta de ar e mal-estar. Esse padrão facilita a identificação rápida tanto pelo paciente quanto pelos profissionais de saúde.

No entanto, esse não é o cenário mais comum em todos os casos. De acordo com a professora Daiana Zupirolli, do curso de Medicina do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), mulheres e idosos frequentemente apresentam sintomas atípicos, como dor abdominal, náuseas, vômitos, cansaço extremo, tontura, falta de ar isolada e uma sensação geral de indisposição. Em muitos desses quadros, a dor no peito sequer aparece, o que pode levar à subestimação da gravidade.

“Essas manifestações diferentes estão relacionadas a alterações na percepção da dor, disfunções do sistema nervoso autônomo e fatores hormonais, especialmente no caso das mulheres. Já nos idosos, o próprio processo de envelhecimento pode reduzir a resposta inflamatória e modificar a forma como o organismo percebe os estímulos dolorosos”, explica.

Esse conjunto de fatores torna o diagnóstico mais desafiador e exige maior atenção por parte das equipes de saúde. Isso porque o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento médico é determinante para o prognóstico do paciente.

Diante desse cenário, a professora reforça que é fundamental ampliar o olhar sobre os sinais de infarto. Sintomas como falta de ar repentina, sudorese fria, náuseas persistentes, tontura ou fraqueza inexplicada também devem ser considerados sinais de alerta, especialmente em pessoas com fatores de risco cardiovascular.

Diante desse cenário, reconhecer que o infarto pode se manifestar de diferentes formas é fundamental para evitar atrasos no diagnóstico. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de complicações graves. Ao perceber qualquer sintoma incomum e persistente, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Informação e atenção aos sinais do corpo continuam sendo essenciais para salvar vidas.

rickfm

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